Soneto, sopro de singela canção
Que
entre quatorze versos à deriva
Alcança
a luz da vida na boa alma
E
o vazio da mente em escuridão
Versos
que ecoam aos quatro ventos
Que
inspiram os devaneios de um pobre poeta
Em
festa, em dor, sobre mulheres em euforia
Sobre
almas frias em obscuro coração
Linhas
vivas, deitadas pelo encanto
No
vazio de um papel em branco
Onde
a vida brota no asfalto ou no sertão
Da mente de Vinicius ou da pena de Camões
Acalmando espíritos, elevando corações
Decantando sagradas orgias nos limites das paixões






