Um vagalume solitário veio me avisar
Na sua solidão a rodopiar ao som dos grilos e do vento
Um momento de breu e chuva fina, constante.
E eu desse tempo tão distante
Pus-me a afirmar: “presságio: bom ou mal”
Não sei explicar
Lembranças da minha infância
Já de mim, a uma grande distância, me fez recordar.
Sua luz fria
Timidamente iluminou o escuro
E no obscuro do ontem
Um homem voltou como criança a sonhar
Passado e futuro se concentram no hoje
Como se hoje nunca fosse acabar
Ainda mais claro e luminoso pra mim
Foi o brilho quente do amor a me iluminar...
Luz de vagalume, natural
Como esse amor sem igual
Desse ser ao meu lado
Que me jurou amor infinito
Queria essa luz instintiva
Como sinal divino de esperança
Que se avança ao próximo degrau celestial
A quarta dimensão da nossa evolução espiritual
Essa luz mostra o caminho de ser feliz
Luz artificial mata com atropelo
E meu apelo é simples
Vejam e vivam sob a luz dos vagalumes

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