O homem busca tudo o que é distante,
Fora de seu alcance está o sonho,
Estão a vida e a existência nela contida
Fora do seu alcance estão as estrelas na alameda
O universo, os buracos-negros e Andrômeda
O homem busca, mas não alcança,
Se consola, sentado numa balança
Como criança, chora, soluça
E mesmo assim sem esperança
O seu tempo ludibria a existência
Busca a juventude e o vigor
Mas, sem eficiência
Com desespero ou conformismo
Conhece da morte a iminência
O homem busca seu futuro
Alcança os períodos posteriores
Ao sentir o gosto da chegada
É vencido pelas auroras superiores
O homem morre, mata, nasce e vive
Busca a evolução na revolução
E cresce em seu íntimo
A expressão do vil e vão
Busca a Deus, e dentro de si
Se perde na busca
Assim, torna-se o seu não encontrado deus
Julga, legisla e executa
A si mesmo e aos seus
Ele busca o que virá
Mas, o que virá? Ele não sabe
Ele senta, cruza os braços
E observa no horizonte seus traços
Os traços de sua personalidade
Idade, vaidade e os ventos do engano
E da verdade
E na sua busca ele sente
Da vida a crueldade

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