Por
que, a geometria da Vênus entorpece?
Por
que o delta da libido é tão sinuoso?
Por
que as entranhas se rendem facilmente
Às
curvas da volúpia em terreno perigoso?
Tão
longe do alcance,
Estão
as fontes e cisternas alheias
Parecem
ter águas mais doces
Que
águas puras que brotam na areia
Bebam no copo doce das gurias
Durante
os dias da infame guerra íntima
Que se vitima no sumo da mítica maçã
Com uma só gota do suco das cortesãs
O
prazer da correnteza
Neste
delta em perfeição
É a
delicia de um algar rosado
Perfume delicado que trai o coração
Há luz no livro dos cânticos
E
fogo nos lábios do sagrado vulgar
Há perdição
no véu do instinto
Que transforma
mel em absinto a amargar
Abismos,
precipícios e voragens
Florestas,
oásis e sumidouros
Os
perigos dos homens são delícias
Uma
dor sem amor que vale ouro
A
delicada silhueta levas às trevas
Aquele
que assevera que o esboço é divino
O
menino se perde no ser homem
E
o homem se encontra em ser menino

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