Nessas ruas apáticas
Estão as marcas de cada passo
Iluminam os cantos escuros
De corações que perderam espaço
Seus pés alados velozes
Ferozes como gafanhotos famintos
Ultrapassam em força seus limites
Não se admite que alguém esteja dormindo
O fogo que sai de sua boca
Acalenta, dói, ilumina
Borbulha no seu coração
Um vulcão que as chamas disseminam
Nos becos de seu território
Faz-se notório cada passo
A face dura dos profetas
A fé mais dura que o aço
Não se importam com poeira
Da discórdia ou da falta de fé
Tiram das sandálias o pó de cada dia
No eco da profecia: ‘que lindos esses pés!’
Avançam sempre na frente
No espírito dos deuses
Na ordem de seus senhores
Estão dispostos a lutar
Cada passo à frente
É lugar-tenente dos primeiros
Lágrimas e sorrisos farão o futuro

Nenhum comentário:
Postar um comentário