Que mente
é essa que guia por caminhos obscuros,
Como um cicerone
de uma terra inóspita?
Que conduz
por depressões remotas,
Escondidas
em algum lugar desconhecido da razão?
Levando à
profundidade das cavernas,
Por túneis
e labirintos da natureza decaída,
Onde a luz
não alcança e,
Onde o
medo nunca se cansa de assombrar o coração néscio.
Das
profundezas sopram ventos tempestuosos.
O odor da
escuridão invade os sentidos como cheiro de morte.
Os becos
infinitos dessa mente demente
São como
os grilhões nos pés de um escravo que insiste na liberdade.
Há um
louco que delira na sua sanidade discreta,
Na tolice
de seu torpe frenesi.
A flor
dessa profundeza traz à superfície
A sensação
de um toque suave da libido.
Essa
sensação que cobre com volúpia,
Uma sombra
sensual de um dia escaldante.
Um
turbilhão de palavras e imagens desordenadas,
Passam
pela tela dessa mente como filme surrealista.
Nesse terreno
de morbidez,
Nascem as expressões
da alma que chamamos de poesia.
Palavras
puras que nascem como flores campestres no aterro humano.
Que mente
essa que não esboça um sonho bonito,
Que não
faz entrar no paraíso,
No paraíso
particular do insano,
Onde se possa
ver luzes e cores sem alucinações....

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