"Sou apenas alguém comum que se atreveu a expressar espontaneamente o que vai na alma" Hudson Alexandre Rodrigues
Leh Rodrigues
sábado, 3 de agosto de 2019
domingo, 28 de julho de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
Desejo Alado - Hudson Alexandre
Com
olhos de rapina
Te
vejo menina
Em
todo lugar
Percebo
que quando foge
Me
tira o Norte
Sem
te encontrar
É um
mistério
O
jeito sério
Em
teu olhar
É
como um pássaro
Desejo
alado
Que
não quer pousar
Vem
que os meus braços
Tiram
seu cansaço
Já
sofreu demais
Sou
teu ninho
Te
dou carinho
Amor
e paz
Sua
cisma queima meu peito
Essa
ausência esfria o meu beijo
Pousa
para não mais voar
Pousa
no meu peito
Para
descansar
sábado, 29 de junho de 2019
Duas Crianças - Hudson Alexandre
Nunca
tinham se visto, completamente estranhas,
Mas
conversavam como se fossem íntimas.
Seus
olhares se cruzavam
De modo
tão humanamente inocentes.
As
palavras trocadas eram doces e sem conceitos.
Então
percebi o quanto estou distante das pessoas,
Vi naquela
inocência,
O abismo
entre eu e o resto do mundo.
Queria ser
como as crianças,
Sem medo
de olhar nos olhos,
Sem medo
de ver o coração da pessoa ao meu lado.
Queria ser
a pureza daqueles olhos de inocência,
Que não vê
a maldade no sorriso das pessoas.
Queria ser
o sorriso na face sofrida de alguém.
Vi
naquelas crianças, o que não vejo ao olhar o espelho.
Minha
indiferença mata o que há de bom em mim.
Eu não
entendo esse ser,
Que se
limita a ver a beleza humana
Existente
naqueles que passam por mim,
Que não
são recompensados pelo sorriso que oferecem.
O coração
endurece
Com o que
há de mais moderno em nossa existência.
Cria
resistência ao amor,
Como se um
olhar fosse doença,
Como se o
sorriso fosse ofensivo,
Como se o
toque fosse uma afronta,
Como se
todo gesto gentil, fosse uma ameaça.
Queria ser
aquele momento infantil,
Sem essa
vil sensação de medo e frio na alma.
Queria ser
um pouco daqueles minutos
Tão
distantes de minha vida real,
De meu dia
normal.
Elas
estavam tão longe dessa normalidade torpe,
E eu
queria continuar lá
Só
assistindo aquele lindo momento,
Em que a
vida ensina a viver....
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Local: Brasil
Iracemápolis - SP, Brasil
O Silêncio das Árvores - Hudson Alexandre
O silêncio
das árvores.
Em um
cemitério, a melancolia
Vejo o
tempo passar
Como se
estivesse na janela de um expresso.
Vejo a
paisagem lúgubre em tons distorcidos,
Sinto no
ar o odor fétido
Dos
resíduos da cidade por onde ele passa
Os espaços
parecem lúdicos e intermináveis
Há diante
de mim um caminho sem volta
Onde as
horas passam interminavelmente
Sem um
pingo de piedade do meu corpo cansado
E da minha
mente infinita.
Sombras e
brisas dão sutil alivio a essa agonia
Que me
tira de uma de uma doce ilusão
Árvores e
nuvens encontram-se
Num
contraste de cores e efeito
O céu está
cinza,
Como o meu
dia
Vejo um
morro estático passando
Pelo meu
tempo,
Cruzando
meu espaço
Chegando a
lugar nenhum
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